domingo, 8 de agosto de 2010

A falta que você me faz...

Seu peito doía, o sentia inchado e vazio ao mesmo tempo, palavras entaladas na garganta, vontade de gritar, a tristeza estampada nos olhos mesmo não tendo motivos para isso, o que é que estava acontecendo com ele?

Sentado numa mesa com seu telefone a sua frente, esperando ansiosamente a ligação que não viria. Sim ele sabia que ela não ligaria, pelo menos não esta noite, então porque não guardar o telefone e se retirar para dormir? A resposta estava estampada em sua face, simplesmente ele não podia, não conseguia.

Ali, sentado, sozinho na escuridão, ele fechou os olhos e se pos a pensar, ambos tinham se conhecido a pouquíssimo tempo e nunca tinham se apresentado um ao outro pessoalmente, mas, parecia que ele a conhecia há muitos anos e que sempre estiveram juntos.

Em tão pouco tempo ela já o havia ensinado tanto em suas conversas, desde coisas seria e extremamente reflexivas até as coisas mais banais como piadas de pontos as quais contadas por ela faziam brotar um sorriso radiante em sua face já visitada pelos efeitos do tempo, mas, ele se perguntava o que ela significava para ele? Abriu seus olhos vagarosamente, se levanto e se pos a andar pela casa na calada da noite.

A dor consumia-o, ninguém conseguia preencher o vazio em seu peito, ele a amava, a desejava, mas, seu amor não era apenas a atração que um homem sente por uma mulher, era algo alem e não apenas paixão, mas sim amor, ele a queria como mulher sim, mas também como amiga, irmã, confidente, como tudo que eles pudessem ser, ela havia despertado nele a coisa mais pura que ele havia guardado em seu intimo por muito tempo, sua capacidade de amar e se doar a alguém, uma relação impossível a de ambos como homem e mulher, única coisa que cabia a eles era serem amigos, mas mesmo assim ele a amava com todo o amor que ela despertou dentro dele.

Segundos, minutos, horas foram se passando, e ele andava pela casa apenas com ela em seus pensamentos, se sentia só, fraco, ela era seu ponto de paz, uma mulher de beleza formidável apenas para os que não a enxergavam e sim apenas enxergava ao seu corpo, pois, para aqueles que a viam por dentro podiam apreciar a mais formidável beleza que uma pessoa pode possuir, e foi por esse interior magnífico que ele se apaixonou.
Quando atendia ao telefone e através dele podia ouvir sua doce voz sempre acompanhada de um sorriso que mesmo ele não vendo podia sentir, seu rosto se enchia de alegria, em sua face brotava o sorriso de uma criança, sua alma se aliviava, seus problemas tornavam-se insignificante e seu desejo era que pudesse parar o tempo para aquele momento se tornar inacabável, e fazê-la sorrir e se divertir era tudo que ele procurava, mas muitas vezes brigavam, discutiam, e ele a magoava mesmo não querendo isso, mas, ele era apenas humano, cheio de defeitos, com a missão de ser melhor a cada dia que passa, embora houvesse também muitas vezes em que ambos riam por um longo tempo.

Por mais que passasse horas falando com ela, essas horas para ele pareciam apenas segundos e cada vez mais e mais ele desejava continuar falando mesmo que a noite já estivesse a ponto de acabar e o dia raiar.

Cansado de esperar ele pegou seu telefone e discou o numero que já havia decorado no primeiro dia que telefonou para ela, ninguém atendeu como esperado e caiu na caixa postal, após a mensagem ele se limitou a dizer:
-Você me faz falta, te amo beijos.

Após isso, ele pegou seu telefone e guardou-o no lugar de sempre, trocou de roupas, fez suas preces e nelas agradeceu por Deus ter posto ela em sua vida, após isso se deitou e fechou os olhos, pois não podia encontrar-se com ela pessoalmente por enquanto, mas ate que esse momento chegasse, ele podia encontrá-la em seus sonhos.

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